Beatriz Nogueira (São Paulo, 1973). Artista-educadora e formadora, mestranda em Processos e Procedimentos Artísticos pela Unesp e licenciada em educação artística pela FAAP. Contemplada pelo programa de residência anual L.O.T.E. – Lugar. Ocupação. Tempo. Espaço – ateliê de cerâmica 2018/2019, Instituto de Artes – Unesp. Entre as exposições destacam-se a coletiva/individual O Processo É Incessante, Pinacoteca de São Caetano do Sul,(SP)/2019; coletiva Dissensos curadoria Marcelo Sales, Casa Contemporânea (SP)/2017/18; a individual-coletiva Desenho – Estado. Ação. Acontecimento., Sesc São Carlos (SP) e Abre Alas – galeria A Gentil Carioca (RJ)/2014; VERSO, propositora Edith Derdyk, Sesc Pinheiros (SP)/2013; Bienal do Recôncavo (BA) e a individual Entre-Paredes galeria El Container, Quito, Equador/2010. Artista convidada por Cristina Pescuma para participar do seminário A Arte Contemporânea e o Pensamento da Diferença – MAB, Salvador e UFRB, Cachoeira (BA)/2015. Atua com o ensino formal e informal, atualmente é atelierista na Escola Primeira e professora de artes na Escola AlefPeretz. É residente permanente do Condô.

 

Sobre o trabalho –

Investigo as materialidades da argila, da cal, do carvão, da madeira, do gesso, do papel, do feltro, do pano, da borracha, entre outros que vão surgindo. Me encontro em trânsito entre os campos do desenho, da pintura, do objeto, da escultura e da instalação. O caráter processual da pesquisa-criação envolve aguçar o olhar para elementos intrínsecos ao próprio fazer, redimensionar o papel do corpo com relação ao processo de criação, assim como, investigar o coeficiente existente entre ação e matéria. A presença física dos materiais importa mais que sua carga simbólica, sugerindo a fragilidade e transitoriedade da matéria. A espacialidade da obra e suas possibilidades de relação espacial são disparadores fundamentais e encontram-se entrelaçados ao desenvolvimento de procedimentos.

A rotina de ateliê e minhas andanças por aí compõem as corporeidades que habito. As trocas vividas como artista-educadora energizam o fluxo da vida.

 

“Palavra Cega”

 

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