Algum Lugar Em Nós Ainda Sonha

“Cantar, dançar e viver a experiência mágica de suspender o céu é comum em muitas tradições. Suspender o céu é ampliar o nosso horizonte. Se existe uma ânsia por consumir a natureza, existe também uma por consumir as nossas subjetividades. Então vamos vivê-las com a liberdade que formos capazes de inventar, com as nossas poéticas sobre a existência. É maravilhoso saber que cada um de nós é diferente do outro, como constelações. O fato de podermos compartilhar este espaço, significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida”.

Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak, 2019

(trecho adaptado)

 

Após um longo período de obras e de transformações na casa, financiadas coletivamente pela campanha “Mãos à Arte”, os artistas do Condô inauguram os corredores expositivos. Percebemos o quanto, cada vez mais, desconsideramos a atividade de sonhar. Acordamos sem lembrar e chegamos, algumas vezes, a acreditar que nem sequer sonhamos. A partir do desejo de resgatar a cultura do sonhar, buscamos reacender nas pessoas um olhar para o universo onírico e sua relação com a vida cotidiana. Promovemos esse encontro para lembrar que, mesmo nos tempos que seguem, algum lugar em nós ainda sonha. Bem-vindxs!

 

Artistas participantes: Ateliê UVê e Amarela Upcycling, Beatriz Nogueira, Bruna Quevedo, Christian Bittencourt, Eneida Sanches, Gabriela Sacchetto, Giselle Rocha, Julia Anadam, Leandro Tupan, MilaMizu, Pixel, Rafael Fanti, Ricardo Sily, Roberta Carvalho, Ruth Wünsch e Ulli Nalin

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